RELATÓRIO ANUAL 2010
Demonstrações Financeiras

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS INDIVIDUAIS
(CONTROLADORA) E CONSOLIDADAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
(Valores expressos em milhares de reais)


28. INSTRUMENTOS FINANCEIROS – DERIVATIVOS E GERENCIAMENTO DE RISCO – CONSOLIDADO


28.1. CONTEXTO GERAL


Em suas atividades, a Companhia e suas controladas estão sujeitas a riscos de mercado relacionados a variações cambiais, flutuação das taxas de juros e a preços das commodities. Com o objetivo de minimizar esses riscos, a Companhia dispõe de políticas e procedimentos para administrar tais exposições e pode utilizar instrumentos de proteção, desde que previamente aprovados pelo Conselho de Administração.

Dentre as políticas estabelecidas pela Companhia destacam-se: o acompanhamento dos níveis de exposição a cada risco de mercado; a mensuração dos mesmos; e a criação de limites para a tomada de decisão e utilização dos mecanismos de proteção, sempre visando minimizar a exposição cambial de sua dívida, fluxo de caixa e taxas de juros.

A Diretoria está autorizada a praticar todos e quaisquer atos dentre os abaixo indicados até o valor equivalente a 10% (dez por cento) do valor do patrimônio líquido da Companhia, tomando por base sempre as últimas demonstrações contábeis divulgadas ao mercado, com a ressalva de que para os valores acima de 5% (cinco por cento), será necessária, adicionalmente, a autorização do Comitê Financeiro da Companhia.

Os atos da Companhia mencionados no parágrafo anterior são: a) Prestar garantia a obrigações de controladas e/ou subsidiárias integrais; b) aprovar aquisições e/ou alienações de bens do ativo permanente; c) aprovar a obtenção de operações financeiras, incluindo operações de leasing; e d) aprovar transação ou conjunto de transações envolvendo a Companhia e partes relacionadas, direta ou indiretamente.

A Companhia não pratica operações alavancadas em derivativos ou instrumentos similares que não objetivem proteção mínima de sua exposição a outras moedas, com a política conservadora de não assumir operações que possam comprometer sua posição financeira.

A Companhia também mantém uma sólida política financeira, com manutenção de elevado saldo de caixa e aplicações financeiras de curto prazo, ao mesmo tempo em que concentra seu endividamento no longo prazo em vencimentos distribuídos de forma a não causar concentrações em um único ano.

28.2. INSTRUMENTOS FINANCEIROS POR CATEGORIA


Os ativos e passivos financeiros da Companhia são classificados conforme as categorias abaixo:

 
CONTROLADORA
ATIVOS FINANCEIROS EMPRÉSTIMOS E RECEBÍVEIS MENSURADOS A VALOR JUSTO POR MEIO DE RESULTADO MANTIDOS ATÉ O VENCIMENTO DISPONÍVEL PARA VENDA
2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009
Caixa e equivalentes de caixa 91.899 405.840 - - - - - -
Aplicações financeiras 54.496 4.961 - - 62.297 7.889 2.045.328 2.211.035
Valores a receber – clientes 392.120 512.854 - - - - - -
Partes relacionadas
1.130.316
1.213.338
-
-
-
-
-
-
ATIVOS FINANCEIROS TOTAIS
1.668.831
2.136.993
-
-
62.297
7.889
2.045.328
2.211.035

 
CONTROLADORA
PASSIVOS FINANCEIROS PASSIVOS FINANCEIROS
AO CUSTO AMORTIZADO
MENSURADOS A VALOR JUSTO POR MEIO DE RESULTADO MANTIDOS ATÉ O VENCIMENTO DISPONÍVEL PARA VENDA
  2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009
Fornecedores 341.911 252.596 - - - - - -
Empréstimos e financiamentos 5.305.588 4.374.172 - - - - - -
Derivativos - - 138.914 42.484 - - - -
Juros sobre debêntures
-
-
-
-
132.000
-
-
-
PASSIVOS FINANCEIROS TOTAIS
5.647.499
4.626.768
138.914
42.484
132.000
-
-
-

 
CONSOLIDADO
ATIVOS FINANCEIROS EMPRÉSTIMOS E RECEBÍVEIS MENSURADOS A VALOR JUSTO POR MEIO DE RESULTADO MANTIDOS ATÉ O VENCIMENTO DISPONÍVEL PARA VENDA
2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009
Caixa e equivalentes de caixa 682.364 617.046 - - - - - -
Aplicações financeiras 88.865 182.966 - - 860.659 11.061 2.214.468 2.222.365
Valores a receber – clientes
1.361.945
797.329
-
-
-
-
-
-
ATIVOS FINANCEIROS TOTAIS
2.133.174
1.597.341
-
-
860.659
11.061
2.214.468
2.222.365

 
CONSOLIDADO
PASSIVOS FINANCEIROS PASSIVOS FINANCEIROS
AO CUSTO AMORTIZADO
MENSURADOS A VALOR JUSTO POR MEIO DE RESULTADO MANTIDOS ATÉ O VENCIMENTO DISPONÍVEL PARA VENDA
2010 2009 2010 2009 2010 2009 2010 2009
Fornecedores 2.310.763 935.407 - - - - - -
Empréstimos e financiamentos 9.227.805 5.111.664 - - - - - -
Derivativos - - 148.873 42.484 - - - -
Juros sobre debêntures
-
-
-
-
132.000
-
132.000
-
PASSIVOS FINANCEIROS TOTAIS
11.538.568
6.047.071
148.873
42.484
132.000
-
132.000
-


Os detalhes das políticas contábeis e dos métodos adotados (incluindo critérios de reconhecimento, bases de mensuração e critérios de reconhecimento de ganhos e perdas), para cada classe de instrumento financeiro e de patrimônio, estão apresentados na nota 3.

28.3. COMPARAÇÃO DO VALOR DE MERCADO E DOS RESPECTIVOS VALORES JUSTOS


Segue apresentação do valor de mercado dos instrumentos financeiros:
 
  CONSOLIDADO
2010
2009
  VALOR
CONTÁBIL
VALOR DE
MERCADO
VALOR
CONTÁBIL
VALOR DE
MERCADO
Caixa e equivalentes de caixa 682.364 682.364 617.046 617.046
Aplicações financeiras 3.193.992 3.193.992 2.416.392 2.416.392
Valores a receber – clientes 1.361.945 1.361.945 797.329 797.329
Fornecedores 2.310.763 2.310.763 935.407 935.407
Empréstimos e financiamentos 9.227.805 9.227.805 5.154.148 5.154.148
Derivativos 148.873 148.873 42.484 42.484
Juros sobre debêntures 132.000 132.000 - -


O valor justo dos instrumentos financeiros são similares ao valor contábil e refletem substancialmente os valores que seriam obtidos se fossem negociados no mercado. No entanto, por não possuírem um mercado ativo, poderiam ocorrer variações caso a Companhia e suas controladas resolvessem liquidá-los antecipadamente.

28.4. RISCO DE LIQUIDEZ


O risco de liquidez decorre da gestão de capital de giro da Companhia e controladas e da amortização dos encargos financeiros e principal dos instrumentos de dívida. É o risco que a Companhia e suas controladas encontrarão dificuldade em cumprir as suas obrigações financeiras vincendas.

A Companhia e suas controladas administram seu capital tendo como base parâmetros de otimização da estrutura de capital com foco nas métricas de liquidez e alavancagem que possibilitem a um retorno aos acionistas, no médio prazo, condizente com os riscos assumidos na operação.


28.4.1. GESTÃO DE CAPITAL

 
  CONSOLIDADO
31.12.10 31.12.09
Caixa e equivalentes de caixa 3.876.356 3.033.438
Empréstimos e financiamentos no CP 2.852.561 1.431.127
Indicador de liquidez modificado 1,36 2,12
Indicador de alavancagem 3,07x 2,87x


A gestão de capital é feita com o objetivo de se definir a melhor estrutura de financiamentos para a Companhia e suas controladas.

Os principais indicadores para monitoramento dessa gestão é o indicador de liquidez imediata modificado, representado pela relação entre o caixa e equivalentes de caixa e o endividamento circulante (curto prazo); e o acompanhamento da relação da dívida líquida (endividamento total menos o caixa e equivalentes de caixa) sobre "EBTIDA" em níveis considerados administráveis para a continuidade das operações.

Com base na análise desses indicadores, é definida a gestão de capital de giro de forma a manter a alavancagem natural da Companhia e suas controladas em níveis iguais ou inferiores ao índice de alavancagem que a Administração considera como adequado.

O indicador de liquidez imediata modificado de 31.12.09 reflete o aumento de caixa e equivalentes de caixa decorrente da captação de recursos pela oferta pública de ações ocorrida no último trimestre daquele ano.

A tabela a seguir apresenta os prazos contratuais (representando fluxos de caixa contratuais não descontados) de passivos financeiros:
 
CONSOLIDADO
31 DE DEZEMBRO DE 2010 2011 2012 2013 2014 APÓS TOTAL
Fornecedores 2.310.763 - - - - 2.310.763
Empréstimos e financiamentos 2.852.561 1.333.730 1.254.948 1.445.765 2.340.801 9.227.805
Passivos financeiros derivativos 134.808 8.236 4.238 - 1.593 138.914
Juros sobre debêntures
132.000
-
-
-
-
132.000
TOTAL
5.430.132
1.341.966
1.259.186
1.445.765
2.342.394
11.809.482
             
31 DE DEZEMBRO DE 2009 2010 2011 2012 2013 APÓS TOTAL
Fornecedores 935.407 - - - - 935.407
Empréstimos e financiamentos 1.431.127 1.032.172 588.178 621.152 1.439.035 5.111.664
Passivos financeiros derivativos
42.484
-
-
-
-
42.484
TOTAL
2.409.018
1.032.172
588.178
621.152
1.439.035
6.089.555


28.5. ADMINISTRAÇÃO DE RISCO DE TAXAS DE JUROS


Refere-se ao risco de a Companhia vir a sofrer perdas econômicas devido a alterações adversas nas taxas de juros. Esta exposição se trata, principalmente, da mudança nas taxas de juros de mercado que afetem passivos e ativos da Companhia indexados pela taxa TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), Libor (London Interbank Offered Rate), ou CDI (Taxa de juros dos Certificados de Depósitos Interbancários).

Visando minimizar os custos de serviço da dívida, a Companhia e suas controladas monitoram continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações de derivativos para se proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. Os controles internos utilizados no gerenciamento de risco e cobertura são feitos através de planilhas de cálculos com o devido acompanhamento das operações realizadas e o cálculo de VaR (Value at Risk) para um dia, com o intervalo de confiança de 95%.

O risco de exposição à taxa de juros da Companhia e suas controladas em 31 de dezembro de 2010 e 2009 está a seguir apresentado:
 
EXPOSIÇÃO À TAXA CDI: 2010 2009
NCE/Capital de giro/Outros 2.679.510 1.597.764
(-) CDB-DI (1.596.194) (611.997)
Subtotal 1.083.316 985.767
Exposição à taxa Libor    
Pré-pagamento 2.629.232 2.138.133
Capital de giro 186.758 31.882
Outros 30.495 24.667
Subtotal 2.846.485 2.194.682
Exposição à taxa TJLP:    
Finame/Finem/Finep 64.454 57.454
Subtotal 64.454 57.454
     
TOTAL 3.994.255 3.237.903


A Companhia contratou operações de "swap", não especulativos para minimizar os efeitos das mudanças nas taxas de juros na liquidação de suas operações de empréstimos e financiamentos, conforme abaixo:
 
  31.12.10
INSTRUMENTO REGISTRO VENCIMENTO   A RECEBER A PAGAR
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 02.08.12   Libor maior 2,02% Libor menor 2,02%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 25.02.11   Libor maior 1,83% Libor menor 1,83%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 22.02.12   Libor maior 2,08% Libor menor 2,08%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 14.02.13   Libor maior 2,40% Libor menor 2,40%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 20.03.13   Libor maior 2,38% Libor menor 2,38%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 06.03.15   Libor maior 0,65% Libor menor 2,18%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 24.12.12   Libor maior 2,10% Libor menor 2,10%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 14.08.14   Libor maior 1,94% Libor menor 1,94%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 14.08.14   Libor maior 2,00% Libor menor 2,00%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 09.11.15   Libor maior 2,75% Libor menor 2,75%
Controladora Swap Taxa Juros CETIP 12.11.14   Libor maior 3,30% Libor menor 3,30%
             
             
             
             
Controlada Swap Taxa Juros (3) 16.11.12   Libor menor 2,26% Libor maior 2,26%
Controlada Swap Taxa Juros (3) 16.11.12   Libor menor 2,21% Libor maior 2,21%
Controlada Swap Taxa Juros (3) 16.03.13   Libor menor 2,56% Libor maior 2,56%
Controlada Swap Taxa Juros (3) 16.03.11   Libor menor 2,41% Libor maior 2,41%
Controlada Swap Taxa Juros (3) 01.04.11   Libor menor 2,9% Libor maior 2,9%
             
             
             
             

 
            31.12.09
  CONTRAPAR DO VALOR PRINCIPAL VALOR DE REFERÊNCIA USD (NOCIONAL)   VALOR DE REFERÊNCIA R$ (NOCIONAL) VALOR JUSTO A RECEBER (-) PAGAR (1) - R$ MIL VALOR JUSTO A RECEBER (-) PAGAR (1) - R$ MIL
Controladora BB Londres 16.800  (2) 28.463  (359)  (453)
Controladora BB Londres 20.000  (2) 33.884  (219)  (418)
Controladora BB Londres 30.000  (2) 50.826  (995)  (1.015)
Controladora BB Londres 39.500  (2) 66.921  (2.550)  (1.254)
Controladora BB Londres 10.500  (2) 17.789  (647)  (274)
Controladora BB Londres 75.000  (2) 127.065  (2.233)  (364)
Controladora BB Londres 30.000  (2) 50.826  (678)  (667)
Controladora Citibank 88.889  (2) 169.420  (2.836)  229
Controladora Citibank 160.000  (2) 271.072  (6.032)  1.031
Controladora Citibank 45.000  (2) 75.762  (3.154)  -
Controladora Citibank 75.000  (2) 126.270  (6.034)  -
   
  
 
  
  
 
  Subtotal
590.689
 
1.018.298
 (25.737)
 (3.185)
             
             
Controlada ING 50.000   83.310  (2.548)  -
Controlada Sun Trust Bank 50.000   83.310  (2.531)  -
Controlada Sun Trust Bank 25.000   41.655  (2.098)  -
Controlada The Bank of Nova Scotia 25.000   41.655  (225)  -
Controlada Sovereign Bank 50.000   83.310  (554)  -
   
 
 
 
 
 
  Subtotal
200.000
 
333.240
 (7.956)
 -
   
 
 
 
 
 
   
790.689
 
1.351.538
-33.693
-3.185
(1) O valor informado é apurado através do método "Mark-to Market" (MtM) mais o prêmio que houver, que consiste em apurar o valor futuro com base nas condições contratadas e determinar o valor presente com base nas curvas de mercado, extraídas da base de dados da Bloomberg e da BM&FBovespa
(2) O valor de referência (nocional) não está condicionado a uma operação de hedge. O mesmo apenas é base para os fluxos de pagamento, os quais estão atrelados a taxa Libor (Libor Interbank Offered Rate),que por sua vez está fixada.
(3) Operação bi-lateral/balcão. Não possui registro em câmara de custória/liquidação.


28.6. ADMINISTRAÇÃO DE RISCO DE PREÇOS DE COMMODITIES


Em suas atividades a Companhia e suas controladas efetivam a compra de certas commodities como: gado, grãos e energia, os quais são os maiores componentes individuais do custo de produção e estão sujeitos a determinadas variáveis.

O preço do gado adquirido de terceiros está diretamente relacionado às condições de mercado, sofrendo influência da disponibilidade interna e níveis de demanda no mercado internacional.

No tocante ao milho e farelo de soja ("grãos"), os mesmos estão sujeitos à volatilidade gerada pelas condições climáticas, rendimento de safra, custos com transportes, custos com armazenagem, política agrícola, taxas de câmbio, cotação internacional e outras, o que está fora do controle da Administração.

Há exposições à variação do preço do combustível diesel e gasolina ("energia"), cujas oscilações são decorrentes de fatores externos à Administração.

No intuito de diminuir o impacto das commodities, a Companhia e suas controladas administram os níveis de estoque, mantêm confinamento de gado e negociam instrumentos financeiros derivativos de mercado futuro.

Os controles internos utilizados no gerenciamento de risco e cobertura são feitos através de planilhas de cálculos com o devido acompanhamento das operações realizadas e o cálculo de VaR (Value at Risk) para um dia, com o intervalo de confiança de 95%.

A controladora e as suas subsidiárias controladas contratam instrumentos financeiros com o objetivo de reduzir o risco de preço relacionado às necessidades das commodities para um período de até 12 meses.

Parte substancial dos referidos instrumentos financeiros de proteção advêm do mercado futuro, tendo como contraparte a bolsa CBTO – Chicago Board of Trade, cujas entregas físicas (deliverable) dos itens não financeiros são efetivadas. Em 31 de dezembro de 2010, instrumentos financeiros cobriam 6,7% das necessidades previstas de compra de gado; 82,5% das exposições de energia e 91,1% de cobertura para a exposição de grãos, para uma necessidade prevista em 2011.

A exposição, em R$, do risco de commodities da Companhia e suas controladas em 31 de dezembro de 2010, para os períodos de necessidades expostas, é de R$ 946.960.

28.7. ADMINSTRAÇÃO DE RISCO DE CRÉDITO


A Companhia e as suas controladas estão sujeitas ao risco de crédito. O risco de crédito trata de prejuízos financeiros do grupo caso um cliente ou contraparte em um instrumento financeiro falhe em cumprir com suas obrigações contratuais, que surgem em grande parte dos recebíveis.

A Companhia e as suas controladas limitam suas exposições através de análise de crédito e gestão da carteira de clientes, buscando minimizar a exposição econômica a um dado cliente e/ou mercado que possa vir a representar perdas expressivas.

As avaliações realizadas são baseadas nos fluxos de informações e de monitoramento do volume de compras no mercado. Os controles internos englobam a atribuição de limites de crédito.

A exposição máxima ao risco de crédito da Companhia e suas controladas são os valores a receber de clientes apresentados na nota explicativa nº 5. O valor do risco efetivo de eventuais perdas encontra-se apresentado como provisão para risco de crédito, na referida nota.

28.8. ADMINISTRAÇÃO DE RISCO CAMBIAL


Trata-se do risco de que alterações das taxas de câmbio de moedas estrangeiras possam fazer com que a Companhia e suas controladas incorram em prejuízos, levando a uma redução dos valores dos ativos ou aumento dos valores das obrigações. A principal exposição à qual a Companhia está sujeita, no tocante às variações cambiais, se refere à flutuação do dólar dos EUA em relação ao real.

Como aproximadamente 68,10% das receitas da Companhia são originadas em outras moedas que não o Real, a Companhia possui um hedge natural para fazer frente aos vencimentos de suas futuras obrigações em moeda estrangeira. Os controles internos utilizados no gerenciamento de risco e cobertura são feitos através de planilhas de cálculos com o devido acompanhamento das operações realizadas e o cálculo de VaR (Value at Risk) para um dia, com intervalo de confiança de 95%.

A Companhia também mantém uma sólida política financeira, com manutenção de elevado saldo de caixa e aplicações financeiras de curto prazo em renomadas instituições financeiras.

Acreditamos que a política financeira consistente da Companhia e suas controladas, alicerçada em sua estrutura de capital bem distribuída, fornece condições para consolidar o aproveitamento das sinergias com as aquisições realizadas.

Posição em moeda estrangeira e derivativos em aberto

Os ativos e passivos em moeda estrangeira são assim demonstrados:
 
CONTROLADORA
EXPOSIÇÃO EFEITOS NO RESULTADO 
VARIAÇÃO CAMBIAL
DESCRIÇÃO 31.12.10 31.12.09 2010
Operacional      
Contas a receber  385.032  242.152  (27.948)
Adiantamento de cambiais entregues – ACEs  (230.860)  (20.281)  (5.824)
Importações a pagar
 (45.746)
 (16.199)
 1.080
Subtotal
 108.426
 205.672
 (32.692)
Financeiro      
Empréstimos e financiamentos  (3.658.436)  (3.120.805)  (49.324)
Títulos a pagar  (8.842)  (31.976)  (6.504)
ACC  (293.580)  (272.626)  (67.618)
Saldo de bancos e aplicações financeiras
 252.274
 67.163
 31.223
Subtotal
 (3.708.584)
 (3.358.244)
 (92.223)
TOTAL
 (3.600.158)
 (3.152.572)
 (124.915)
Variação cambial ativa      170.274
Variação cambial passiva    
 (295.189)
Variação cambial líquida    
 (124.915)

 
CONSOLIDADO
EXPOSIÇÃO EFEITOS NO RESULTADO 
VARIAÇÃO CAMBIAL
DESCRIÇÃO 31.12.10 31.12.09 2010
Operacional      
Contas a receber  533.385  263.492  (55.198)
Adiantamento de cambiais entregues – ACEs  (281.291)  (20.280)  (5.824)
Importações a pagar  (182.389)  (109.538)  (10.097)
Outros
 25.447
 67.456
 3.677
Subtotal
 95.152
 201.130
 (67.442)
Financeiro      
Empréstimos e financiamentos  (6.224.551)  (3.368.293)  (21.868)
Títulos a pagar  (49.664)  (31.976)  (1.229)
ACC  (712.267)  (503.757)  (37.601)
Saldo de bancos e aplicações financeiras  263.231  440.207  16.211
Outros  (19.262)  11.979  6.889
Subtotal
 (6.742.513)
 (3.451.840)
 (37.598)
TOTAL
 (6.647.361)
 (3.250.710)
 (105.040)
Variação cambial ativa      282.714
Variação cambial passiva    
 (387.753)
Variação cambial líquida    
 (105.039)


As posições de derivativos em aberto em 31 de dezembro de 2010 são apresentadas abaixo:
 
  CONSOLIDADO
31.12.2010
INSTRUMENTO REGISTRO VENCIMENTO TERMO   CONTRAPARTE DO
VALOR PRINCIPAL
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7591   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7583   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7583   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7583   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7619   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7583   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7664   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7588   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7528   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7210   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7210   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7038   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,7030   Itau BBA
Controladora Termo de moedas(2) (3) 03.01.11 1,6915   Itau BBA
Controlada Forward (3) 03.01.11 1,3192   Citibank
Controlada Forward (3) 18.01.11 1,3133   Citibank
Controlada Forward (3) 24.01.11 1,3110   Citibank
Controlada Forward (3) 31.01.11 1,3255   Citibank
Controlada NDF (3) 05.01.11  1,3235   NBC
Controlada NDF (3) 24.01.11 1,3076   Itau
Controlada NDF (3) 03.01.11  486,5000   BBVA
Controlada NDF (3) 05.01.11  481,1000   BBVA
Controlada NDF (3) 06.01.11  477,6000   BBVA
Controlada NDF (3) 18.01.11  473,7500   BBVA
Controlada NDF (3) 21.01.11  471,0000   BBVA
Controlada NDF (3) 25.01.11 473,1000   BBVA
Controlada NDF (3) 26.01.11  471,4500   BBVA
Controlada NDF (3) 13.01.11  475,0000   BBVA
             
             

CONSOLIDADO
            31.12.09
  MOEDA
COMPRADA
MOEDA
VENDIDA
VALOR DE REFERÊNCIA USD (NOCIONAL) VALOR DE REFERÊNCIA R$ (NOCIONAL) VALOR JUSTO
A RECEBER (-)
PAGAR (1) - R$ MIL
VALOR JUSTO
A RECEBER (-)
PAGAR (1) - R$ MIL
Controladora USD BRL 450.000 749.790 (41.259)  -
Controladora USD BRL 150.000 249.930 (13.644)  -
Controladora USD BRL 150.000 249.930 (13.649)  -
Controladora USD BRL 50.000 83.310 (4.545)  -
Controladora USD BRL 100.000 166.620 (9.449)  -
Controladora USD BRL 50.000 83.310 (4.552)  -
Controladora USD BRL 100.000 166.620 (9.891)  -
Controladora USD BRL 100.000 166.620 (9.136)  -
Controladora USD BRL 300.000 499.860 (25.687)  -
Controladora USD BRL 100.000 166.620 5.158  -
Controladora USD BRL 100.000 166.620 3.780  -
Controladora USD BRL 150.000 249.930 5.404  -
Controladora USD BRL 50.000 83.310 1.725  -
Controladora USD BRL 100.000 166.620 2.565  -
Controlada USD EUR 1.000 1.666 (116)  -
Controlada USD EUR 6.000 9.997 (1.222)  -
Controlada USD EUR 1.000 1.666 (238)  -
Controlada USD EUR 3.000 4.999 (41)  -
Controlada USD EUR 1.000 1.666 (16)  -
Controlada USD EUR 1.000 1.666 (24)  -
Controlada USD CLP 1.000 1.666 (68)  -
Controlada USD CLP 2.000 3.332 (98)  -
Controlada USD CLP 1.000 1.666 (36)  -
Controlada USD CLP 3.000 4.999 (55)  -
Controlada USD CLP 2.000 3.332 (16)  -
Controlada USD CLP 1.000 1.666 (15)  -
Controlada USD CLP 5.000 8.331 (44)  -
Controlada USD CLP
500
833
(13)
 -
             
    TOTAL 1.978.500 3.296.577 (115.182)  -


28.9. MARGENS DADAS EM GARANTIA


A Companhia possui valor monetário em garantia para as operações de derivativos junto à bolsa de mercadorias e futuros, onde o saldo em 31 de dezembro de 2010 é de R$ 2.501.

28.10. ANÁLISE DE SENSIBILIDADE


No intuito de prover informações do comportamento dos riscos de mercado que a Companhia e suas controladas estão expostas em 31 de Dezembro de 2010, são considerados três cenários, sendo que o cenário provável é o valor justo na data de 31 de dezembro de 2010 e mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado, denominados de Possível e Remoto, respectivamente. A fonte de informação foi a Bloomberg.

No caso de moedas, foi utilizada a curva futura do mercado do dia 31 de dezembro de 2010, onde o valor de referência era de R$/US$ 1,6662. Para a taxa de juros o valor em 31 de dezembro de 2010 para a Libor de 1 mês estava em 0,26%, a Libor de 3 meses estava em 0,30% e a Libor de 6 meses estava em 0,46%.

Seguem abaixo os cenários de sensibilidade:

CENÁRIO DE STRESS – SWAP**      
  CENÁRIO PROVÁVEL R$ MIL CENÁRIO POSSÍVEL
R$ MIL
CENÁRIO REMOTO
R$ MIL
Controladora (25.737) (31.967) (36.151)
Controlada
(7.956)
(8.606)
(8.807)
       
 
(33.693)
(40.573)
(44.958)
** No cálculo dos cenários, foram utilizados as curvas futuras da fonte Bloomberg e deterioradas, este resultado foi trazida a valor presente.

CENÁRIO DE STRESS – TERMO DE MOEDA**      
  CENÁRIO PROVÁVEL R$ MIL CENÁRIO POSSÍVEL
R$ MIL
CENÁRIO REMOTO
R$ MIL
Controladora (113.180) (511.855) (906.365)
Controlada
(2.002)
(3.804)
(7.502)
       
 
(115.182)
(515.659)
(913.867)
** No cálculo dos cenários, foram utilizados as curvas futuras da fonte Bloomberg e deterioradas, este resultado foi trazida a valor presente.

A análise de sensibilidade entre os derivativos e o item protegido da tabela abaixo (empréstimos e financiamentos expostos a moeda estrangeira) foi calculada para o exercício entre a data de contratação e vencimento dos mesmos, trazidas a valor presente.

DERIVATIVOS DE PROTEÇÃO      
OPERAÇÃO CENÁRIO PROVÁVEL
R$ MIL
CENÁRIO POSSÍVEL
R$ MIL
CENÁRIO REMOTO
R$ MIL
Termo de moeda (113.180) (511.855) (906.365)
Dívida indexada moeda estrangeira*
110.656
1.646.212
3.292.425
       
Exposição líquida
(2.524)
1.134.357
2.386.060
* Todos os contratos expostos em moeda estrangeira mantidos pela Companhia.

No exercício findo em 31 de dezembro de 2010, o resultado financeiro líquido com derivativos totalizou uma despesa de R$ 253.402, sendo R$ 269.463 relativos às despesas e R$ 16.061 relativo às receitas.

Os passivos, apresentados no balanço patrimonial na rubrica "títulos a pagar", referentes a operações com derivativos, as quais têm o objetivo de proteção patrimonial, estão demonstrados abaixo:
 
  CONTROLADORA CONSOLIDADO
  31.12.10 31.12.09 31.12.10 31.12.09
Swap  (25.737)  (42.484)  (33.693)  (42.484)
Termo de moedas
 (113.180)
 -
 (115.182)
 -
         
 
 (138.917)
 (42.484)
 (148.875)
 (42.484)


28.11. VALOR JUSTO DE INSTRUMENTOS FINANCEIROS


A Companhia e suas controladas utilizam as curvas de mercado da Bloomberg de cada derivativo, trazidas a valor presente na data da apuração, para obtenção do valor justo, à exceção dos derivativos de mercado futuro que têm os valores justos calculados com base nos ajustes diários das variações das cotações de mercado das bolsas de mercadorias e futuros que atuam como contraparte. O valor justo dos contratos de swap de taxa de juros é obtido calculando-se de forma independente as pontas ativa e passiva, trazendo-as ao seu valor presente.

De acordo com o IFRS 7, a Companhia e suas controladas classificam a mensuração do valor justo de acordo com os níveis hierárquicos que refletem a significância dos índices utilizados nesta mensuração, conforme os seguintes níveis:

Nível 1: Preços cotados em mercados ativos (não ajustados) para ativos e passivos idênticos;

Nível 2: Outras informações disponíveis, exceto aquelas do Nível 1, em que os preços cotados são para ativos e passivos similares, seja diretamente por obtenção de preços em mercados ativos ou indiretamente, como técnicas de avaliação que utilizam dados dos mercados ativos.

Nível 3: Os índices utilizados para cálculo não derivam de um mercado ativo. A Companhia e suas controladas não possuem instrumentos neste nível de mensuração.

Conforme observado acima, os valores justos dos instrumentos financeiros, à exceção daqueles vencíveis no curto prazo, instrumentos de patrimônio sem mercado ativo e contratos com características discricionárias em que o valor justo não pode ser mensurado confiavelmente, estão apresentados por níveis hierárquicos de mensuração, abaixo:
 
  NÍVEL 1 NÍVEL 2 NÍVEL 3
Passivos não circulantes      
Derivativos  14.067  -  -

Administração entende que os resultados obtidos com estas operações de derivativos atendem à estratégia de gerenciamento de risco adotada pela Companhia e suas controladas.
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